John Galliano: Maison Martin Margiela Creative Director

John Galliano. Photo: Patrick Demarchelier

John Galliano. Photo: Patrick Demarchelier

When in 2011 the anti-semitic comments by John Galliano  made the top stories on the news, it was safe to say that the world thought it was witnessing the end of a fashion genius.

Well, let me take you on a time travel experience. I began watching runway shows when I was 6 or 7. I would wait, anxiously for the shows and when it was time, this little girl would sit in front of the tv, eyes wide open to capture the images and designs in my memory to then run to my bedroom and start sketching. I remember thinking how extrordinary that among people that looked and presented what seem to be the same to me, there was a man who inspired me with his creativity, his genius and geniality. John Galliano won a special place in my fashion heart.

Now back to 2011. I watched the video, read the news and comments, and remained in silence, thinking about his behaviour and the firm iron stand the House of Dior took towards its most acclaimed designer. Whose side should I take? I tend to assume that not all we say under the influence of substances is true. However, as a public figure, the rules are different. A faux-pas can cost, like it did to you darling Galliano, everything you hold dear. The creative genius was silenced. Until when, we all wondered?

Until today, October 6th 2014, when Mr. Renzo Rosso, president of Only The Brave (OTB) and brand owner of Maison Martin Margiela, declares that the House of Margiela has a new Creative Director. And Creative is indeed his middle name! With pride, joy and belief Rosso declares: “John Galliano is one of the greatest, undisputed talents of all time. A unique, exceptional couturier for a Maison that always challenged and innovated the world of fashion. I look forward to his return to create that fashion dream that only he can create, and wish him to here find his new home.” 

This is a good start of a fashion week. It is easy to point an accusing finger to whoever fails. We forget that we too let a few nonsense or even offenses slip out of our mouths. The difference? No one cares about what we have to say and the damage even if a big one will always remain in the private sphere. Did Dior make the right call in 2011? Honestly, I don’t know. But this is not just any brand and the pressure was high! Did Maison Martin Margiela make the right call in 2014? I strongly believe so! There is something beautiful and inspiring about second chances. They change everything and like a fenix, from the ashes he is reborn.

Long live John Galliano!

 

Quando em 2011 os comentários anti-semíticos de John Galliano percorreram o mundo, provavelmente pensámos que jamais ouviríamos falar de um dos maiores génios da moda atual. 

Deixem-me levar-vos um bocadinho atrás no tempo. Comecei a ver desfiles de moda quando era ainda pequena, com 6-7 anos. Esperava ansiosa pelos desfiles e ficava ali, extasiada à frente do ecrã, a tentar memorizar as imagens preciosas de roupas e criadores para correr para o quarto e reproduzir tudo nos rabiscos no meu caderno. Lembro-me de achar extraordinário que no meio de tantas pessoas iguais, a fazerem coisas que me pareciam mais ou menos identicas, estivesse um homem que me surpreendia sempre com a sua exuberância, com uma visão tão forte que se tornava inignorável (palavra acabadinha de criar). Por isso, John Galliano teve sempre um lugar especial, era de outro mundo, tinha outra voz. 

Voltemos a 2011. Vi o vídeo, li as notícias, ouvi os comentários, e fiquei em silêncio a pensar no que fazer com este comportamento e com a posição tomada pela Casa Dior. A quem deveria apontar o dedo? De que lado deveria ficar? Parto do princípio que nem tudo o que se diz sob o efeito do álcool é verdade. Porém, ser uma figura pública implica um cuidado extremo com o que dizemos e fazemos sob pena de, querido Galliano, sermos tratados como leprosos e ninguém nos querer por perto, nem para nos ouvir. O génio criativo ficou em silêncio. Até quando?

Até hoje, quando Renzo Rosso, presidente da Only The Brave (OTB) e responsável pela marca Maison Martin Margiela anuncia com satisfação e confiança que esta marca icónica vai ter um Diretor Criativo igualmente icónico: “John Galliano is one of the greatest, undisputed talents of all time. A unique, exceptional couturier for a Maison that always challenged and innovated the world of fashion. I look forward to his return to create that fashion dream that only he can create, and wish him to here find his new home.” Podemos depreender que se adivinham grandes passos para a marca. 

Alegro-me com esta notícia. É cada vez mais fácil apontar o dedo ao outro e esquecer que também nós, em momentos de loucura ou embriaguez, deixamos que disparates, mais ou menos graves que os de Galliano, nos saltem da boca como sapinhos e se espalhem nos charcos. A diferença é que os nossos salpicos têm proporções minúsculas quando comparadas com os das celebridades. Se a Dior tomou a posição acertada em 2011? Talvez. A pressão é grande. Se a Maison Martin Margiela tomou a decisão acertada em 2014? Acredito que sim. As segundas oportunidades têm qualquer coisa de extraordinário nelas. Transformam tudo e como uma fénix, há quem renasça das cinzas!

Long live John Galliano!

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Maison Martin Margiela: www.maisonmartinmargiela.com

John Galliano: www.johngalliano.com

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