Be Brave With Your Life

Acredito que a nossa predisposição determina os nossos resultados, porque nos ajuda a estabelecer a estratégia para atingi-los.

Quando no dia 3 de Junho apresentei a minha carta de demissão e a 21 de Julho recusei uma oferta extraordinária, tudo mudou. E quando digo tudo, é tudo mesmo! Mas esse tudo sou eu.

Observo com simpatia a cara de espanto de quem me ouve afirmar ter trocado uma situação muito estável na Holanda e uma oferta excelente para o Dubai, para ser Jornalista de Moda. Especialmente porque o que mais falta no mercado são jornalistas! Tento deixar-lhes uma palavra de conforto – sim, eu a eles, para acreditarem que tudo vai correr bem, que vou encontrar trabalho, que conseguirei pagar as minhas contas e que não, não enlouqueci! Digo-lhes que só tenho 31 anos e que se as coisas correrem mal posso sempre voltar à carreira de sucesso que tive até então. De alguma forma, parece que estas palavras os confortam e tranquilizam.

Para me confortar e tranquilizar, invoco as expressões e as palavras de quem, como eu, já mandou tudo ao ar em algum momento na sua vida, certo do seu caminho ser outro, da sua existência ser e poder significar muito mais.

Vejo e revejo o vídeo do Manifesto da Holstee para que estas certezas não se abalem. Oiço a palestra inspiradora do Steve Jobs vez após vez e emociono-me, tenho na mesa-de-cabeceira o livro de Paul Arden “It is not how good you are, It is how good you want to be” e cerco-me de pessoas que partilham deste espírito corajoso, guerreiro, inconformado e de uma ambição que não passa por contas bancárias repletas, mas por uma vida em que abundam os momentos que nos marcam, que um dia contaremos aos nossos netos, de olhos brilhantes pregados em nós, deixando-se contagiar.

As decisões radicais estarão sempre sujeitas a questionamento. Nosso e dos outros – os que nos querem bem e os curiosos que observam os trabalhadores freelancer, os nómadas digitais, os empreendedores, os novos criadores como uma espécie rara ou como um super poder.
E apesar de ser verdade que gostaria de ser e fazer um sem fim de coisas, respondo com confiança: “Jornalista de Moda”
Escrever. Juntar palavras como se de uma melodia se tratasse, onde acrescento e elimino notas para ganhar ritmo, som e se tornar algo… excepcional! Escrever sobre Moda é, para mim, um mundo diferente das tendências, de peças que se combinam ou de dicas de estilo. É escrever sobre uma arte, uma expressão individual e colectiva de culturas e sociedades – de países até –, é a visão e a inspiração, é o copiar, sim, porque não, e nesse “copianço” encontrar algo autêntico, nosso, meu, algo do outro que lhe toca, que vai mais longe.

Há quem escreva romances, contos, livros infantis, sobre futebol ou sobre música. Eu tenho contos e histórias para crianças escondidas em cadernos que se espalham pelas casas onde moro, e quem sabe um dia saltem para viver nas estantes. Mas para já, e por muito tempo, é sobre arte que quero escrever e esta arte que me inspira, que me toca e que me emociona, aparece desenhada numa folha de papel e ganha vida num tecido.

Mudou tudo. E assim, começou tudo.

Petra

“The only way to do great work is by doing what you love. If you haven’t found it yet, keep looking, and don’t settle. As with all matters of the heart you will know when you find it.” Steve Jobs

 

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